Bom dia queridos,
O assunto de hoje são os tipos de Diabetes Mellitus.
Eles são três: tipo 1, tipo 2 e gestacional.
O Diabetes tipo 1, é também conhecido como insulinodependente,
diabetes infanto-juvenil ou diabetes imunomediado. Neste tipo de diabetes, a
produção de insulina pelo pâncreas é insuficiente devido a uma destruição
autoimune com suas próprias células. Os portadores deste tipo de diabetes
necessitam de injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em
níveis normais. A falta dessas doses diárias podem acarretar em morte. O
Diabetes tipo 1, embora possa se dar em qualquer idade, é mais comum em
crianças, adolescentes ou adultos jovens, como é o meu caso. Adquiri diabetes
aos 6 anos de idade, e aos 7, já me medicava sozinha, afinal, meus pais não
poderiam estar sempre comigo.
O Diabetes tipo 2, também é chamado de Diabetes não
insulinodependente ou diabetes do adulto e corresponde a 90% dos casos.
Ocorre geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade. Porém,
na atualidade, anda se estendendo a jovens, em virtude de maus hábitos
alimentares, sedentarismo e stress do cotidiano. Neste tipo de diabetes é
possível encontrar a presença de insulina, porém sua ação é dificultada devido
à obesidade, chamamos de resistência insulínica, causando a HIPERglicemia. Seus
sintomas não são tão notáveis como no tipo 1 e devido a isso, o portador, as
vezes, passa anos sem o diagnóstico e sem tratamento, acarretando com maior
facilidade a ocorrência de suas complicações no coração e no cérebro.
Diabetes gestacional: Durante a gravidez ocorrem adaptações
na produção hormonal materna para permitir o desenvolvimento do bebê. A
placenta é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina,
responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo. O pâncreas
materno, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este
quadro de resistência á sua ação. Em algumas mulheres, entretanto, este
processo não ocorre e elas desenvolvem quadro de diabetes gestacional,
caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. Quando o bebê é
exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intra-uterino, há
maior risco de crescimento fetal excessivo(macrossomia fetal) e, conseqüentemente,
partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida
adulta.
O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer mulher.
Não é comum a presença de sintomas. Por isso, recomenda-se que todas
as gestantes pesquisem, a partir da 24ª semana (início do 6º mês) de gravidez,
como está a glicose em jejum e, mais importante ainda, a glicemia após estímulo
da ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância a glicose .O
diagnóstico é feito caso a glicose no sangue venha com valores iguais ou
maiores a 92 mg/dl no jejum ou 180 mg/dl e 153 mg/dl respectivamente 1 hora e 2
horas após a ingestão do açúcar.
Algumas mulheres tem maior risco de desenvolver a doença e
devem estar mais atentas.
São considerados fatores de risco para o diabetes
gestacional: Idade materna mais avançada, ganho de peso excessivo durante
a gestação, sobrepeso ou obesidade, Síndrome dos ovários policísticos, história
prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional, história
familiar de diabetes em parentes de 1º grau , história de diabetes gestacional
na mãe da gestante, hipertensão arterial sistêmica na gestação e gestação
múltipla (gravidez de gêmeos).
O controle do diabetes gestacional é feito na maioria das
vezes através de uma orientação nutricional adequada. A gestante necessita
ajustar para cada período da gravidez as quantidades dos nutrientes. A prática
de atividade física é uma medida de grande eficácia para redução dos níveis
glicêmicos. A atividade deve ser feita somente depois de avaliada se existe
alguma contra-indicação, como por exemplo, risco de trabalho de parto
prematuro.
Aquelas gestantes que não chegam a um controle adequado com
dieta e atividade física tem indicação de associar uso de
insulinoterapia. O uso da insulina é seguro durante a gestação e
o objetivo da terapêutica é a normalização da glicose materna, ou seja, manter
níveis antes das refeições menores que 95 mg/dl e 1 hora após as refeições
menores que 140 mg/dl. É importante destacar que a maioria das
gestações complicadas pelo diabetes, quando tratada de maneira adequada, irá
ter um excelente desfecho e os bebês nascerão saudáveis.
Aproximadamente 6 semanas após o parto a mulher que teve diabetes gestacional
deve realizar um novo teste oral de tolerância a glicose, sem estar em uso de
medicamentos antidiabéticos. O histórico de diabetes gestacional é um
importante fator de risco para desenvolvimento de diabetes tipo 2 ao longo da
vida adulta e na senilidade. O aleitamento materno pode reduzir o risco
de desenvolvimento de diabetes permanente após o parto. O
desenvolvimento de diabetes tipo 2 após o parto frequentemente é prevenido
com a manutenção de uma alimentação balanceada e com a prática
regular de atividades físicas.
Bom, espero ter esclarecido um pouco dos tipos de
diabetes.
Fonte: SBD

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