segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Tipos de Diabetes



Bom dia queridos,

O assunto de hoje são os tipos de Diabetes Mellitus.
Eles são três: tipo 1, tipo 2 e gestacional.

O Diabetes tipo 1, é também conhecido como insulinodependente, diabetes infanto-juvenil ou diabetes imunomediado. Neste tipo de diabetes, a produção de insulina pelo pâncreas é insuficiente devido a uma destruição autoimune com suas próprias células. Os portadores deste tipo de diabetes necessitam de injeções diárias de insulina para manterem a glicose no sangue em níveis normais. A falta dessas doses diárias podem acarretar em morte. O Diabetes tipo 1, embora possa se dar em qualquer idade, é mais comum em crianças, adolescentes ou adultos jovens, como é o meu caso. Adquiri diabetes aos 6 anos de idade, e aos 7, já me medicava sozinha, afinal, meus pais não poderiam estar sempre comigo.

O Diabetes tipo 2, também é chamado de Diabetes não insulinodependente ou diabetes do adulto e corresponde a 90% dos casos.  Ocorre geralmente em pessoas obesas com mais de 40 anos de idade. Porém, na atualidade, anda se estendendo a jovens, em virtude de maus hábitos alimentares, sedentarismo e stress do cotidiano. Neste tipo de diabetes é possível encontrar a presença de insulina, porém sua ação é dificultada devido à obesidade, chamamos de resistência insulínica, causando a HIPERglicemia. Seus sintomas não são tão notáveis como no tipo 1 e devido a isso, o portador, as vezes, passa anos sem o diagnóstico e sem tratamento, acarretando com maior facilidade a ocorrência de suas complicações no coração e no cérebro.

Diabetes gestacional: Durante a gravidez ocorrem adaptações na produção hormonal materna para permitir o desenvolvimento do bebê. A placenta é uma fonte importante de hormônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glicose pelo corpo.  O pâncreas materno, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro de resistência á sua ação. Em algumas mulheres, entretanto, este processo não ocorre e elas desenvolvem quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intra-uterino, há maior risco de crescimento fetal excessivo(macrossomia fetal) e, conseqüentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer mulher. Não é comum a presença de sintomas. Por isso, recomenda-se que todas as gestantes pesquisem, a partir da 24ª semana (início do 6º mês) de gravidez, como está a glicose em jejum e, mais importante ainda, a glicemia após estímulo da  ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância a glicose .O diagnóstico é feito caso a glicose no sangue venha com valores iguais ou maiores a 92 mg/dl no jejum ou 180 mg/dl e 153 mg/dl respectivamente 1 hora e 2 horas após a ingestão do açúcar.

Algumas mulheres tem maior risco de desenvolver a doença e devem estar mais atentas.
São considerados fatores de risco para o diabetes gestacional:  Idade materna mais avançada, ganho de peso excessivo durante a gestação, sobrepeso ou obesidade, Síndrome dos ovários policísticos, história prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional, história familiar de diabetes em parentes de 1º grau , história de diabetes gestacional na mãe da gestante, hipertensão arterial sistêmica na gestação e gestação múltipla (gravidez de gêmeos).

O controle do diabetes gestacional é feito na maioria das vezes através de uma orientação nutricional adequada. A gestante necessita ajustar para cada período da gravidez as quantidades dos nutrientes. A prática de atividade física é uma medida de grande eficácia para redução dos níveis glicêmicos. A atividade deve ser feita somente depois de avaliada se existe alguma contra-indicação, como por exemplo, risco de trabalho de parto prematuro.


Aquelas gestantes que não chegam a um controle adequado com dieta e atividade física tem indicação de associar uso de insulinoterapia. O uso da insulina é seguro durante a gestação e o objetivo da terapêutica é a normalização da glicose materna, ou seja, manter níveis antes das refeições menores que 95 mg/dl e 1 hora após as refeições menores que 140 mg/dl. É importante destacar que a maioria das gestações complicadas pelo diabetes, quando tratada de maneira adequada, irá ter um excelente desfecho e os bebês nascerão saudáveis.

Aproximadamente 6 semanas após o parto a mulher que teve diabetes gestacional deve realizar um novo teste oral de tolerância a glicose, sem estar em uso de medicamentos antidiabéticos. O histórico de diabetes gestacional é um importante fator de risco para desenvolvimento de diabetes tipo 2 ao longo da vida adulta e na senilidade.  O aleitamento materno pode reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes permanente após o parto. O desenvolvimento de diabetes tipo 2 após o parto frequentemente é prevenido com  a manutenção de uma alimentação balanceada  e com a prática regular de atividades físicas.

Bom, espero ter esclarecido um pouco dos tipos de diabetes.


Fonte: SBD

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